A Secretaria de Estado da Saúde está envolvida na luta contra a Aids em Santa Catarina. O SUS promove políticas e estratégias diferenciadas para atender a todos – tanto para evitar a infecção pelo HIV, quanto no cuidado das pessoas que vivem com HIV/Aids. Nessa batalha, cada um precisa fazer a sua parte: utilizar preservativo em todas as relações sexuais, recorrer a outras formas de prevenção (PEP), realizar o teste para HIV e aderir ao tratamento. Cuide-se e conte com o SUS para conquistar uma melhor qualidade de vida, com ou sem HIV/Aids.

Prevenção combinada:

Novas estratégias de prevenção surgem como ferramentas complementares no enfrentamento da epidemia de HIV ampliam a gama de opções que os indivíduos terão para se prevenir contra o vírus e oferecendo mais alternativas – cientificamente eficazes – que se somam a forma tradicional de prevenção: o uso do preservativo em todas as relações sexuais.

Formas de transmissão

O HIV, vírus causador da Aids, está presente no sangue, sêmen, secreção vaginal e no leite materno. A doença pode ser transmitida de várias formas

  • Sexo sem camisinha - pode ser vaginal, anal ou oral.
  • De mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação - também chamado de transmissão vertical.
  • Uso da mesma seringa ou agulha contaminada por mais de uma pessoa.
  • Transfusão de sangue contaminado com o HIV.
  • Instrumentos que furam ou cortam, não esterilizados.
Uso do preservativo

A camisinha, tanto a masculina como a feminina, é o método mais eficaz para se prevenir de muitas doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, alguns tipos de hepatites e a sífilis, por exemplo. Além disso, evita uma gravidez não planejada. Por isso, use camisinha sempre. A camisinha é disponibilizada gratuitamente pelo SUS.

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Camisinha feminina
Camisinha masculina

Profilaxia Pós-exposição (PEP)

A PEP é a utilização da medicação antirretroviral após qualquer situação em que exista o risco de contato com o vírus HIV. A medicação age impedindo que o vírus se estabeleça no organismo – por isso a importância de se iniciar esta profilaxia o mais rápido possível após o contato: em até 72 horas, sendo o tratamento mais eficaz se iniciado nas duas primeiras horas após a exposição. O tratamento deve ser seguido por 28 dias.

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Profilaxia Pré-exposição (PrEP)

A PrEP é a utilização do medicamento antirretroviral por aqueles indivíduos que não estão infectados pelo HIV, mas se encontram em situação de elevado risco de infecção. Com o medicamento já circulando no sangue no momento do contato com o vírus, o HIV não consegue se estabelecer no organismo.

Comportamento de risco

Relação sexual (homo ou heterossexual) com pessoa infectada sem o uso de preservativos; compartilhamento de seringas e agulhas – principalmente no uso de drogas injetáveis; reutilização de objetos perfurocortantes com presença de sangue ou fluidos contaminados pelo HIV.

Redução de danos

Como o HIV e alguns vírus causadores de hepatite estão presentes no sangue, há risco de infecção a cada vez que se dividem seringas, agulhas, alicates ou qualquer outro produto que corte ou fure. Por isso, recomenda-se não compartilhar os equipamentos para o uso de drogas (seringas, cachimbos, piteiras etc). Políticas de saúde incluem a distribuição desses materiais descartáveis. As Organizações da Sociedade Civil são muito importantes na execução destas ações.

Organização da Sociedade Civil -OSC

Organizações de Sociedade Civil (OSC) são grupos, redes, fóruns, ONGs e movimentos sociais que atuam em diversas áreas e são parceiras históricas inclusive no combate à epidemia de Aids, hepatites virais e outras doenças sexualmente transmissíveis. Essas organizações representam a sociedade nos processos de análise e discussão das políticas públicas do setor no país e é importante sua atuação em consonância com as políticas de controle estabelecidas, além de contribuir para o exercício da cidadania e para o controle social. O Programa IST, Aids e Hepatites Virais frequentemente disponibiliza apoio financeiro para essas instituições através de editais e outros formas de apoio.

Em Santa Catarina são 10 OSC atuantes. Clique aqui e saiba onde encontrá-las.

Teste Rápido

Os testes rápidos são ensaios imunoenzimáticos simples que podem ser realizados em até 30 minutos. Esta metodologia é utilizada no mundo inteiro e traz vantagens significativas quanto ao método laboratorial, pois são de simples realização, dispensando a atuação de profissionais especializados e de equipamentos de laboratório, permitindo o conhecimento dos resultados e assistência imediata aos pacientes. Em Santa Catarina, os testes rápidos estão disponíveis cada vez mais nos serviços de saúde. Clique aqui e saiba onde fazer o Teste Rápido.

Tratamento como prevenção

O uso de medicamentos antirretrovirais faz com que as pessoas vivendo com HIV/AIDS alcancem a chamada ‘carga viral indetectável’. As evidências científicas também mostram que pessoas vivendo com HIV/AIDS que possuem carga viral indetectável, além de ganharem uma melhora significativa na qualidade de vida têm uma chance muito menor de transmitir o vírus a outra pessoa.

Diagnóstico HIV

O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito em laboratórios, a partir da realização de testes sorológicos e moleculares, ou durante o período de visita do indivíduo (consulta médica, atendimento em Centro de Testagem e Aconselhamento, atendimento em domicílio, atendimento em Unidade de Testagem Móvel, organização não governamental, etc.), por meio de testes rápidos.

Direitos dos Soropositivos

Pela Constituição Brasileira, os portadores do HIV, assim como todo e qualquer cidadão brasileiro, têm obrigações e direitos garantidos. Entre eles: dignidade humana e acesso à saúde pública e, por isso, estão amparados pela lei. O Brasil possui legislação específica dos grupos mais vulneráveis ao preconceito e à discriminação, como homossexuais, mulheres, negros, crianças, idosos, portadores de doenças crônicas infecciosas e de deficiência.

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Direitos na Justiça
Direitos nas finanças
Direitos no trabalho

Combate à discriminação

Sorofobia é o neologismo que tem sido utilizado para se referir ao preconceito àqueles com sorologia positiva para o HIV. O Governo Federal publicou a Lei n.º 12.984, de 2 de junho que Criminaliza condutas discriminatórias contra o Portador do HIV e o doente de Aids, em razão da sua condição de portado ou de doente.

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HIV em gestantes

A taxa de transmissão do HIV de mãe para filho durante a gravidez, sem qualquer tratamento, pode ser de 20%. Mas em situações em que a grávida segue todas as recomendações médicas, a possibilidade de infecção do bebê reduz para níveis menores que 1%. As recomendações médicas são: o uso de remédios antirretrovirais combinados na grávida e no recém-nascido, o parto cesáreo e a não amamentação.

O uso de medicamentos durante a gravidez é indicado para quem já está fazendo o tratamento e para a grávida que tem HIV, não apresenta sintomas e não está tomando remédios para Aids. Nesse caso, o uso dos remédios antiaids pode ser suspenso ao final da gestação. Essa avaliação dependerá dos exames de laboratório (CD4 a Carga Viral), de seu estado clínico e deverá ser realizada, de preferência, nas primeiras duas semanas pós-parto, em um serviço especializado (SAE).

Diagnóstico durante o pré-natal

A testagem para HIV é recomendada no 1º trimestre e deverá ser repetida no 3º trimestre. Mas, quando a gestante não teve acesso ao pré-natal adequado, o diagnóstico pode ocorrer no 3º trimestre ou até na hora do parto. As gestantes que souberem da infecção durante o pré-natal têm indicação de tratamento com os medicamentos para prevenir a transmissão para o feto. Recebem, também, o acompanhamento necessário durante a gestação, parto e amamentação. A mãe que tem o vírus não deve amamentar o bebê, porque há risco de transmissão do vírus da mãe para o filho.

Gravidez depois do diagnóstico

Além de ser um direito garantido por lei, as mulheres soropositivas podem ter uma gravidez tranquila, segura e com muito baixo risco de que seu bebê nasça infectado pelo HIV, caso faça o correto acompanhamento médico e siga todas as recomendações e medidas preventivas explicadas acima.

A taxa de detecção em gestante vem aumentando nos últimos anos, dado que esse é um grupo prioritário e durante o pré-natal e parto existem muitas oportunidades de diagnóstico.

HIV x AIDS

HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da Aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção. Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a Aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, podem transmitir o vírus a outros pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação.

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Exames de laboratório

Os testes sorológicos baseiam-se na detecção de anticorpos e/ou antígenos do HIV presentes ou não na amostra do paciente. Os testes sorológicos utilizados no diagnóstico da infecção pelo HIV são o Elisa, a imunofluorescência indireta, o western blot, o imunoblot e o imunoblot rápido. Há ainda testes moleculares que se baseiam na detecção e/ou quantificação do material genético do HIV que são especialmente úteis para o diagnóstico em crianças com idade inferior a 18 meses e na infecção aguda em adultos.Esses testes são realizados em pacientes para confirmação do teste rápido positivo e para acompanhamento do tratamento.

Teste Rápido

Os testes rápidos são ensaios imunoenzimáticos simples que podem ser realizados em até 30 minutos. Esta metodologia é utilizada no mundo inteiro e traz vantagens significativas quanto ao método laboratorial, pois são de simples realização, dispensando a atuação de profissionais especializados e de equipamentos de laboratório, permitindo o conhecimento dos resultados e assistência imediata aos pacientes. Em Santa Catarina, os testes rápidos estão disponíveis cada vez mais nos serviços de saúde.

Clique aqui e saiba onde fazer o Teste Rápido.

Tratamento

Desde 2013 estão disponíveis medicamentos antirretrovirais de forma gratuita a todas as pessoas vivendo com HIV/AIDS – independente do nível do CD4. A recomendação é que o diagnóstico e acompanhamento do paciente sejam realizados na Atenção Básica e a instituição do tratamento seja realizado nos centros especializados com um médico infectologista.

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Adesão ao tratamento

A adesão ao tratamento é uma das principais formas de reduzir a mortalidade por Aids! Aderir ao tratamento para a Aids significa tomar os remédios prescritos pelo médico nos horários corretos, manter uma boa alimentação, praticar exercícios físicos, comparecer ao serviço de saúde nos dias previstos, entre outros cuidados. Quando o paciente não segue todas as recomendações médicas, o HIV, vírus causador da doença, pode ficar resistente aos medicamentos antirretrovirais. E isso diminui as alternativas de tratamento.

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Aids em Santa Catarina AIDS

A epidemia de Aids em Santa Catarina está concentrada em 12 das maiores cidades do estado: Florianópolis, Brusque, Itajaí, Lages, Palhoça, Balneário Camboriú, São José, Joinville, Criciúma, Chapecó, Blumenau e Jaraguá do Sul. Esses municípios possuem taxas de detecção de Aids e de mortalidade por Aids maiores ou muito próximas das taxas do Brasil. Desta forma, do ponto de vista epidemiológico, atuar nestes municípios prioritários traria um alto impacto para redução da doença no estado de Santa Catarina. Por isso, eles participam de uma Cooperação Interfederativa, desde 2015, que propõe a melhoria dos indicadores de saúde relacionados à HIV/AIDS, com apoio técnico e financeiro do estado e do Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde para realizarem ações de combate ao HIV, Aids, IST e hepatites virais. O foco do trabalho é: redução da mortalidade por Aids; redução do número de coinfecções por tuberculose e hepatites virais; ações de prevenção para populações vulneráveis; aumento da capacidade e eficiência dos serviços de saúde; expansão da oportunidade de acesso ao diagnóstico rápido e aprimoramento da gestão.

Clique e saiba mais sobre o perfil epidemiológico da Aids em Santa Catarina: Panorama

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Redução da mortalidade

Em torno de 500 pessoas por ano morrem de Aids em Santa Catarina. O diagnóstico precoce, adesão ao tratamento e uma rede de assistência capaz de acompanhar o indivíduo com Aids de perto são as principais ações para que este agravo não seja a causa da morte dos catarinenses. A qualidade de vida deve ser o objetivo dos pacientes e dos serviços de saúde.

  • Qualidade de vida
  • Meta 90-90-90

Em 2014, a UNAIDS/OMS lançou uma meta mundial que visa contribuir para o fim da Aids como epidemia até o ano de 2030. Esta meta consiste em diagnosticar 90% das pessoas portadoras de HIV, tratar com antirretrovirais 90% das pessoas diagnosticadas, e conseguir supressão viral, ou seja, carga viral indetectável, em 90% das pessoas em tratamento.

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